17 setembro, 2009 // Notícias
Dr. Kunio Nagai – Engenheiro Agrônomo consultor da Nutrisafra Fertilizantes
Na agricultura convencional o uso de insumos químicos aumenta continuamente, elevando o custo de produção, sem melhorar a produtividade e a qualidade do produto. Esta situação perdurará enquanto o lavrador insistir em ficar lutando contra as pragas e doenças em vez de dedicar-se em cuidar de suas causas. Precisamos entender que as pragas e doenças são conseqüências e não causas, daí a razão de rever os fundamentos da agricultura.
O problema da ocorrência de pragas e doenças está na própria planta, de acordo com as pesquisas de Francis Chaboussou, através da Teoria da Trofobiose, que diz que plantas sadias não são atacadas por pragas e doenças, ou seja, a própria planta atrai as pragas e doenças produzindo substâncias que servem de alimento para as mesmas. Temos que saber então, como fazer as plantas sadias.
Basicamente, o problema está no solo. Por isso temos que conhecer melhor o solo e trabalhar na sua melhoria química, física e biológica. Isto não é tão difícil como se imagina. Mas para isso, há necessidade de rever e mudar alguns conceitos sobre a agricultura.
Em dezembro de 2006, com a colaboração do I.P.T.D.A da JATAK, foi realizada uma reunião na Colônia Celso Ramos, no município de Frei Rogério, em Santa Catarina, com os produtores da UNIFRUTA-União Regional dos Produtores de Fruta.
Neste encontro foram abordados os assuntos sobre os problemas da agricultura, suas causas e soluções. Os produtores que estavam enfrentando todos esses problemas, lutando contra as pragas e doenças, sem conseguir boas colheitas e acumulando sérios prejuízos. Os produtores não faziam análises de solo e aplicavam os adubos concentrados sem nenhum critério técnico, totalmente desequilibrados, em quantidades exageradas.
Na lavoura de alho, principal atividade da região, não se conseguia controlar as doenças bacterianas, nem os nematóides, obtinha-se produtividade e qualidade baixas, utilizando-se elevadas quantidades de adubo químico concentrado, herbicidas e defensivos altamente tóxicos e caros.
O primeiro passo dado para a solução do problema foi a efetuação da análise de solo. Cerca de 10 produtores, coordenados pela UNIFRUTA, decidiram retirar as amostras de solo e providenciaram as análises químicas completas e enviaram para a JATAK. Com base nas análises de solo, foram feitos os cálculos e a recomendação de adubação organo-mineral de Cooperhúmus e encaminhados aos produtores.
A adubação química foi reduzida consideravelmente, ajustado ao resultado da análise de solo, que mostrava teores elevados de fósforo e potássio (conseqüência da adubação exagerada e desequilibrada), e baixos teores de enxofre, ferro e boro.
Foram calculados os teores adequados dos macro e microelementos e preparados tecnicamente, facilitando sobremaneira a operação de mistura dos elementos.
O plantio do alho foi realizado nos meses de julho e agosto e a colheita efetuada em novembro e dezembro. O resultado em geral foi satisfatório. Com a segunda utilização do adubo orgânico seguida por uma adubação equilibrada a produção aumentou de 10 para 15 toneladas por hectare. Na terceira safra plantada na mesma área, em 2008 atingiu 18 t/ha; com previsão de chegar a 20 t/ha na safra de 2009, repetindo-se o plantio na mesma área.
Outro fato importante, é que com este sistema de cultivo do alho, não haverá mais a necessidade de se fazer a rotação a cada três anos, como vem sendo praticado, pois ocorrerá o melhoramento do solo a cada ano, diminuindo a proliferação de pragas e doenças.
A seguir apresentamos o pacote técnico:
Adubação pré-plantio:
Foram aplicados 30 dias antes do plantio 10 t/ha de esterco de galinha, incorporado ao solo e 15 dias antes do plantio 1 t/ha de carvão em pó mais 1 t/ha de Bokashi incorporados ao solo.
Adubação de plantio:
Cooperhúmus (04-14-06) 1.600kg/ha; Cloreto de Potássio 95 kg/ha; Sulfato Ferroso mono 118,5 kg/ha; Bórax ou Ulexita 25kg/ha.
Adubação de Cobertura:
Foram aplicados 30 dias após a emergência 170 kg/ha de sulfato de amônio.
Pulverização Foliar: por 100L de água
1-Bioestimulante: 250 mL - semanalmente
2-Molibdato de sódio: 100 g - 30 dias após a emergência (500 g/ha) - uma só vez
3-Sulfato de ferro: 50g + sulfato de zinco hepta: 50 g + Ácido bórico: 50 g - cada 14 dias
A Nutrisafra Fertilizantes lançou no mercado os adubos inoculados com microrganismos que além de liberar o fósforo do fosfato natural, contribuem para o melhoramento do solo. A sua equipe técnica está disponível para atender os produtores dentro desta nova linha de tecnologia, baseado no melhoramento do solo, nutrição equilibrada e ativação do metabolismo da planta.